Tiraram todos os filhos da escola? Sério?

Como poderia alguém que vive no meio escolar tirar todos os filhos da escola?

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Sei que causou surpresa à muitas pessoas o fato de termos recentemente optado pelo Ensino Domiciliar para todos os nossos filhos.

Também sei que, assim como Karina e eu há poucos anos, a maioria dos brasileiros não sabe o que seja Ensino Domiciliar ou “Homeschooling”, pois crescemos dentro de um molde único onde a meta dos pais era colocar os filhos em escolas bem conceituadas e dormiam tranquilos quando o conseguiam, como se grande parte de seus problemas futuros estivessem resolvidos.

As poucas vezes que ouvimos falar em famílias que mantinham os filhos em casa, pensávamos que estas famílias haviam criado uma estrutura escolar e que os pais eram conhecedores de vários conteúdos, além de ricos para não precisarem trabalhar e serem professores dos filhos em tempo integral. Mas, felizmente, há quase dois anos, começamos a conhecer outras famílias, normais como a nossa, que praticam o Ensino Domiciliar, o que despertou nosso interesse. Tomamos conhecimento que mais de 60 países possuem regulamentação para o Ensino Domiciliar e que o Brasil já tem mais de 15.000 crianças vivendo esta prática,  mesmo não sendo ainda regulamentada (Mas esperamos que há qualquer momento o governo publique uma medida provisória ou encaminhe um projeto de lei, pois é um dos seus compromissos anunciados) (1).

Não posso negar que este processo, que culminou na retirada dos filhos da escola, tenha sido um tanto incômodo ou, pelo menos, conflitante para mim. Grande parte de minha vida profissional foi e é dedicada à escola em seus vários níveis. Comecei cedo, com 16 anos como professor particular e de preparação para concursos. A partir daí foram 15 anos lecionando em algumas escolas e cursos preparatórios, trabalhei em uma universidade e também fui sócio e diretor de uma pequena escola. Me encantei pelo ensino experimental me tornei vendedor e consultor em escolas e universidades, representando empresas internacionais de tecnologias educacionais, o que faço por mais de 10 anos até hoje. Fiz Mestrado em Educação Tecnológica e há dois anos iniciei o Doutorado com linha de pesquisa em Ensino de Física. Este breve relato profissional não tem outro objetivo senão compartilhar o dilema, pois como poderia alguém que vive no meio escolar  tirar todos os filhos da escola?

A resposta poderia se resumir no seguinte: Karina e eu percebemos que podemos ofertar o ensino para nossos filhos de modo mais amplo e menos estressante que a escola, com tempo para o desenvolvimento de outras habilidades como línguas e artes e com maior cuidado com a formação moral dentro dos princípios em que nos apoiamos. Acreditamos que o caminho seja formar jovens com boa carga cultural para além da carga “conteudista” e “provista” da escola, com prazer pela leitura e estudo, com autonomia, com desenvolvimento de aptidões e talentos e com valores morais bem definidos e bem construídos.

Também valorizamos o acompanhamento e participação dos pais no desenvolvimento instrucional dos filhos ao invés de apenas tomar conhecimento pelos relatórios da escola. Participação mesmo, e não somente esta modinha do “tempo de qualidade”, pois educação demanda as duas coisas, tempo e qualidade. E no Ensino Domiciliar fica nítido o fortalecimento do vínculo entre pais e filhos, o que permite intervenções mais pontuais e frequentes, promovendo a formação de jovens mais seguros e responsáveis. Os adolescentes de nosso tempo estão adoecendo por conta do estressante ritmo de provas e da pressa para definirem uma profissão e entrarem na universidade.

Nesta perspectiva, um ponto importante é o excessivo tom de competição dado pela maioria das escolas que até se gabam dizendo que já preparam para o Enem desde o Ensino Infantil. É um círculo vicioso que faz do estudante uma maquininha de fazer provas para no futuro virar uma maquininha de fazer dinheiro. E  isso só agrava a situação que já vivenciamos hoje: jovens especialistas em concursos e que conseguem altos cargos na juventude, mas que não sabem para onde caminham, além de serem moralmente destruídos e afetivamente carentes.

E não há como negar que a escola também oferece riscos morais, como a desconstrução dos valores familiares, uma vez que as crianças e adolescentes passam a maior parte do dia com seus professores e colegas. E a grande maioria dos professores de hoje, graduados nas duas últimas décadas, principalmente da Educação Infantil e primeiros anos do Ensino Fundamental foram formados no ambiente universitário dominado por ideologias marxistas. Por isso, frequentemente estão inculcados nos professores e são comunicados aos alunos de forma direta, indireta ou até mesmo inconsciente, ideias opostas aos valores familiares cristãos, que são a base da formação de nossa família. Infelizmente, constatamos que acontece também em muitas escolas católicas. A escola se tornou um lugar propício à disseminação do relativismo moral, do feminismo, da Ideologia de Gênero, da História distorcida e ideologizada, do Funk e suas danças, da circulação dos celulares com vídeos de pornografia (antes na escola circulavam as revistas pornográficas que hoje foram substituídas pelos telefones) e das várias pressões que distorcem a vivência reta da sexualidade, como a atual pressão sobre os estudantes do Ensino Fundamental que ainda não namoram ou são “BV” (boca virgem, uma expressão típica dos adolescentes da atualidade). Se falarmos das séries do Ensino Médio, a pressão se agrava… . É, geralmente, no caminho da escola (em alguns casos é mesmo dentro dela) que se iniciam muitos namoros precoces, que conhecem o cigarro e as drogas. São nas festinhas de colegas da escola que muitos se iniciam no álcool e nas drogas e experimentam a vida sexual. 

Como se tudo isso não bastasse, as escolas também se tornaram um local perigoso pois, sendo um local que reúne crianças, é um dos alvos preferidos de alguém que deseje realizar uma grande maldade. Fatos no mundo e no Brasil, como o recente atentado de Suzano e o grande número de outros atentados planejados em escolas de vários estados do Brasil somente em 2019, nos provam isso (Anexo 2).

Somos contra a existência das escolas? Queremos que todas sejam fechadas e os professores demitidos?

Não, a questão não é essa, da mesma forma que não desejo o fechamento dos hospitais e nem mesmo a extinção dos médicos. O mesmo digo para as creches que atendem a recém nascidos, e para os asilos. Pelo contrário, queremos hospitais e creches cada vez mais modernos e com profissionais bem formados e bem remunerados. A escola continua sendo importante. Acho que você já entendeu a comparação: há recursos que são buscados quando são necessários ou mediante opções pessoais, tendo em conta a relação malefícios/benefícios que pode variar, não muito, de uma escola para outra. É assim que situo a escola e não vou entrar aqui na questão da necessidade dos pais enviarem os filhos para a escola porque trabalham, ambos, fora de casa. Sobre isso, você pode refletir um pouco mais em um dos meus livros, o Família Fora de Moda? – Tempos Modernos, Fé e Paternidade Responsável, Ed Quadrante.

Hoje acredito que a maioria das famílias é capaz de orientar os filhos para o crescimento intelectual e isso não exige que os pais sejam acadêmicos. Exemplo disso está no filme Mãos Talentosas, da história real de Dr Benjamin Carson, um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo, que foi motivado para a vida acadêmica a partir de grande volume de leitura, em casa, estimulada (ou mesmo exigida!) por sua mãe analfabeta. Além disso, hoje dispomos de inúmeros recursos de apoio como aulas particulares, cursos pela Internet, cursos preparatórios para concursos etc.

Ensino Domiciliar não é simplesmente levar a escola para dentro de casa com seus ritmos e visão “concursista”. O foco do Ensino Domiciliar é promover a formação integral com conteúdos científicos, línguas, cultura geral, leitura diversificada, música, ginástica. visitas a museus, bibliotecas, discussões de filmes em família etc. Alguns críticos, sem conhecimento do processo, questionam como os pais saberão mais que os professores que se especializaram nas disciplinas específicas. Mas os pais não são, obrigatoriamente, professores de seus filhos. Para as idades com conhecimentos especializados, eles organizam o ambiente e encaminham os filhos para terem autonomia, acompanhando a evolução deles através de diversas ferramentas, inclusive os incontáveis recursos da Internet. Além disso, os professores podem ser contratados para lecionar módulos específicos e sanar dúvidas.

Nosso entendimento também amadureceu para a visão que cursar uma graduação é um caminho que deriva de uma confirmação de vocação profissional e não um caminho único para todos, pois há muitas outras profissões que lhes serão realizadoras, necessárias socialmente e que não exigem graduação, mas sim conhecimento. E quando a vocação é forte para uma carreira acadêmica (professor ou pesquisador) ou que exija uma passagem pela academia (engenharia, direito, odontologia, medicina, fonoaudiologia etc) um eventual reforço de conteúdos para a aprovação em provas como o Enem se faz em um ou dois anos com tranquilidade.  Posso citar várias pessoas que entram na universidade com 20 anos ou mais e se realizaram plenamente. Recuperar conteúdos quando a pessoa já tem maturidade e foco não é tarefa difícil. Difícil é reconstruir pessoas moralmente destruídas por anos de influência das mais variadas e malucas ideologias que atualmente se ancoraram na escola.

Acreditamos que não seja necessário se escolher uma profissão e entrar em um curso superior aos 17 ou 18 anos de idade. Dois ou três anos de diferença conferem muito mais segurança e maturidade, bem como muito mais “anticorpos” aos jovens para enfrentar o ambiente hostil das universidades de nosso tempo.

E por falar em anticorpos, há um ponto muito importante a ser considerado, que é a preservação da fé. Um estudo feito nos EUA pela Universidade de Georgetown(2) revela que os filhos que tiveram Ensino Domiciliar possuem chances 4 vezes maiores de seguir para a vida sacerdotal. Antes que sejam feitas as acusações, já adianto que não fazemos o Ensino Domiciliar para forçar uma vocação. O que acontece é que o ambiente escolar corrompe valores e oferece ilusões que chegam a sufocar reais vocações, sejam de ordem religiosa como também de ordem profissional, como o caso de alguém com grande inclinação para uma carreira pouco valorizada profissionalmente ingressar em outra carreira que lhe confira dinheiro e status. Os pais que dormem tranquilos porque conseguem pagar a sonhada escola para seus filhos deveriam avaliar melhor o que a vida escolar está construindo e destruindo dentro das crianças.

Um dos temas mais discutidos pelos críticos do Ensino Domiciliar é a questão da socialização das crianças. Contudo, devemos levar em conta que o Ensino Domiciliar não é uma clausura domiciliar, pois há muitos outros momentos de convivência a começar pela própria família e passando por convívio com parentes, vizinhos, colegas em aulas de música, ginástica, artes marciais, esportes coletivos, grupos religiosos e diversos outros eventos. Estudos apontam que crianças que vivem o Ensino Domiciliar desenvolvem virtudes que lhes permitem ser mais tolerantes e respeitosas diante de atitudes e pensamentos diferentes dos seus. Será que os mais de 60 países, alguns expoentes mundiais nas provas internacionais como a Finlândia(3), que legalizaram a prática do Ensino Domiciliar não atentaram para a questão da socialização?

Não é por acaso que diversas universidades dos EUA já apontam os alunos de Ensino Domiciliar como preferenciais nos processos de seleção, pois são também mais autônomos, de aprendizagem mais rápida e possuem médias de 15% a 30% superiores aos alunos que concluíram o High School (Ensino Médio) na rede pública(4). Matthew James, autor do livro Homeschooling Odyssey, conta que seus 6 filhos fizeram Ensino Domiciliar e entraram na Universidade de Stanford, uma das mais famosas dos EUA.

Mas devo confessar que cancelar a matrícula de 5 filhos na escola (os dois menores ainda não estavam matriculados) foi uma sofrida decisão, que levou mais de um ano. Contudo, já podemos testemunhar que temos vivido uma bela experiência com nossos filhos desde o início de 2019. e, embora há pouco tempo, quero partilhar que organizar uma rotina para que todos estejam em contínuo desenvolvimento intelectual não foi nada complicado.

Não vou detalhar aqui a rotina, pois não é este o objetivo, mas posso dizer que temos um planejamento que nos permite, por exemplo, tomar café da manhã com toda família reunida e dividir o dia entre tempos de estudo, leitura, curso de línguas pela Internet (a partir dos 12 anos já fazem duas línguas estrangeiras), atividades de cuidado do lar, aprendem o preparo das refeições, esportes, oração do Terço em família após o almoço (em horário que antes era a correria de uns chegando e outros saindo pra escola), reflexão diária do Evangelho, participação frequente da Santa Missa, descanso, momentos de filmes, jogos em família (o Xadrez, por exemplo, é muito útil para o raciocínio lógico das crianças), música e muito mais. Não posso deixar de comentar que estamos também muito felizes por estar utilizando uma opção de material completo para Ensino Domiciliar de base realmente católica, o material do Instituto Cidade de Deus.  Ele aborda todos os conteúdos sem as distorções ideológicas e, além disso, oferece também um belo conteúdo de formação doutrinal para todas as idades e que é uma aprofundada catequese.

Vejo que meus filhos já se adaptaram rapidamente ao Ensino Domiciliar e estão tranquilos e gostando bastante. Sabemos que há uma longa caminhada pela frente, cheia de acertos, erros e ajustes. Mas também não seria assim a vida escolar? Não somos nós uma prova de que o Ensino Domiciliar funciona, somos mais uma entre milhões de famílias em todo o mundo que perceberam que a escola não é o único caminho para se formar um bom cidadão. Aliás, nos últimos anos, a escola, onde incluo também a universidade, tem sido um caminho nada seguro.

André Parreira, casado com Karina Parreira, com quem tem 7 filhos.

 

Notas:

1 – Algumas famílias foram perseguidas e processadas, embora vários juristas entendem que o Ensino Domiciliar não é ato ilegal, conforme cito no Anexo 1.

2 – https://www.semprefamilia.com.br/homeschooling-gera-mais-vocacoes-sacerdotais-do-que-colegios-catolicos-diz-pesquisa/

3- https://www.semprefamilia.com.br/familiaseducadoras/finlandia-o-pais-da-melhor-educacao-do-mundo-aplica-na-escola-principios-do-homeschooling/

4 – http://estudosnacionais.com/educacao-domiciliar-estudo-americano/

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Anexo I 

É fato que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a obrigatoriedade das crianças frequentarem a escola, mas tal determinação está em desacordo com a Constituição Federal, que não impõe a “escolarização”, mas a educação:

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

A Constituição é a Carta Magna, superior a qualquer outra lei que lhe seja confrontante. Ela ainda afirma

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

O Estado tem o dever de promover, mas como a responsabilidade é compartilhada com a família e esta tem primazia em relação ao Estado, cabe aos pais a escolha da melhor educação a ser dada aos seus filhos .

O Art XXVI, 3, da Declaração Universal dos Direitos Humanos define que “os pais tem prioridade na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.

E o Código Civil também encarrega aos pais a missão de educar os filhos e não de de matriculá-los em uma escola:

(Art. 1.634). Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: I – dirigir-lhes a criação e educação;

A LDB,  que não pode ser utilizada para exigir a frequência do menor à escola, pode ser utilizada para evidenciar a possibilidade do ensino ser realizado fora de tal estrutura, ao consentir o ingresso de um aluno em um dos níveis da estrutura formal mesmo sem a ter frequentado anteriormente:

LEI 9394, Art. 24 . A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:

  1. c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino;.

Somente faz sentido uma pontual intervenção do Estado na vida familiar, seja através do Conselho Tutelar, promotor ou juiz, quando crianças são flagrantemente encontradas em abandono intelectual, privadas dos processos educacionais básicos como ensinar a ler, escrever, promover leitura para compreensão de mundo, realizar atividades domésticas e conviver com outras crianças, por exemplo.

Mas não há senso de justiça em se apresentar a mesma exigência para crianças que apresentam bom desenvolvimento intelectual e social, ainda que o ritmo não seja o definido pelo governo. E como poderia governo e os entes judiciais estipularem um programa de conteúdos e um ritmo de estudos se os próprios alunos das escolas pública apresentam pífio desempenho no Enem? E será que conseguem garantir a integridade física e moral dos meus filhos que eventualmente frequentarem as escolas públicas? Acredito até que as famílias  que tiveram seus filhos iniciados no Funk, no crime, nas bebidas, cigarros e drogas e que tiveram relacionamentos precoces dentro da escola tenham o direito de processar o Estado por danos morais. Sem falar nas famílias que tem filhos feridos ou mortos e episódios como o de Realengo e Suzano.

O notável jurista Ives Gandra ensina que

“o fato da educação ser uma obrigação do Estado não significa que toda a educação deva ser estadual [estatal] e pública” (1992, p. 125). E ainda alerta para os riscos do monopólio estatal da educação citando a traumática experiência da Rússia imediatamente às eufóricas mudanças impulsionadas pela Revolução de 1917. Não é sem sentido a conclusão do autor: “o que deve haver é o direito dos pais de poderem escolher a espécie de educação que desejam para seus filhos; nunca uma educação imposta pelo estado como a única admissível”, pois “educar é uma tarefa que incumbe primeiramente aos pais. A Escola é uma continuação e complementação da educação familiar” (1992, p. 126).).

 

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Anexo 2

Algumas notícias sobre ameaças e tentativas de atentados em escolas

 

07/11/19 – Aluno entra em escola e atira contra colegas na zona rural de Caraí; dois ficam feridos

29/03/19 – RJ: Em ação com a Interpol, Polícia apreende adolescente que planejava atacar escola em Nova Iguaçu

23/03/19 – SC: Adolescentes que planejavam ataque a escola com utilização de arma de fogo em Ituporanga são detidos

14/03/19 – AM: Estudante ameaça cometer atentado em escola de Manaus

19/03/19 – DF:  Ameaça a colégio da Asa Norte mobiliza esquadrão antibombas da PM

25/03/19 – PE:  PM é acionada após ameaça de massacre em escola do Recife

19/03/19 – MG: Polícia investiga mensagem de ameaça de atentado a escolas de JF

25/03/19 – PR: Adolescente é apreendido após ameaça de ataque em escola de Fazenda Rio Grande

21/03/19 – SP: Escola estadual em Bauru faz BO por ameaça de atentado

14/03/19 – PA: Ameaça de atentado contra alunos do Colégio Álvaro Adolfo viraliza na web e mobiliza polícia

/03/19 – MT: ‘Grupo Massacre MT’ ameaça atacar escolas de VG; Veja imagens